CORRENDO CONTRA O SEDENTARISMO


Por 40 anos, o “esporte” predileto do diretor de arte Ivan di Simoni foi o “sedentarismo ativo”, como ele mesmo brincava. Ivan conta que por diversas vezes ao longo da vida tentou entrar em uma academia, nadar, patinar, fazer uma atividade física, porém nunca havia conseguido manter regularidade por mais de três meses. Quando completou 40 anos, porém, começou a sentir uma necessidade de mudar os hábitos. “Precisava fazer algo para melhorar minha saúde. Há três anos passei por uma grande revolução alimentar que transformou minha forma de pensar sobre mim, sobre o planeta, minha saúde e sobre o respeito aos animais. Me tornei vegano e pensava que não podia parar por aí. Agora era hora de largar o sedentarismo”, explica o também ativista pelos animais. “Sempre tive admiração por aqueles que saíam cedo para correr. Achava tão bonito, saudável, tão ‘atleta’, mas eu sempre achei que nao aguentaria correr até a esquina sem ter um ataque cardíaco. Uma boa descrição do antigo Ivan di Simoni é um preguiçoso com sobrepeso vendo séries na cama cheia de comidas gordurosa a minha volta.” Hoje, com quase 41, esse antigo preguiçoso corre por volta de 25 km por semana e também pratica pilates. Ele começou aos poucos, respeitando os limites do corpo e a falta de experiência. “Eu só não podia deixar de ir pelo menos quatro vezes por semana. Aprendi que se a gente se programa para ir seis vezes, daí consegue ir quatro”, brinca o realista Ivan. “Comecei caminhando no parque e, aos poucos, quando meu corpo pedia (e ele pede), comecei a tentar ‘trotar’ até a próxima árvore. Depois dela, até o lago, e depois dele, até dar uma volta completa. E assim fui. Comecei a sentir uma leve dor no joelho e lembrei das tantas outras vezes que me sabotei, disse para mim mesmo: dessa vez não. Dei um tempo na corrida no parque e procurei uma academia para estruturar melhor meus músculos da perna. Em dois meses eu já estava correndo de novo. E dessa vez para nunca mais parar.

Como Ivan contou, ele é vegano, ou seja, não inclui em seu dia a dia alimentos de origem animal ou qualquer tipo de produto ou serviço que explore, de alguma forma, os animais. E isso faz com que muita gente acredite que ele é mais fraco que a maioria das pessoas. “Os não veganos acreditam realmente que veganos são fracos e não têm resistência. Ledo engano. Conheço fisiculturistas veganos e ultramaratonistas também. Gente que só come comidas cruas inclusive. Agora, faço parte de uma equipe de corrida somente com veganos, a VegRun, e estamos treinando para a meia maratona de São Paulo em abril. Sim, nós podemos.” Ivan acredita que a corrida entrou em sua vida como uma forma de complementar o estilo de vida vegano. Para ele, já é possível melhorar a saúde apenas mudando alguns hábitos alimentares, mas é preciso estar sempre atento e buscando evoluir. “Sempre digo que devemos nos perguntar em que podemos melhorar. Nós veganos precisamos sempre estar com a saúde em dia. Precisamos estar saudáveis e mostrar que o estilo de vida vegano salva vidas: a dos animais e a nossa. E o exercício físico é o melhor complemento para uma saúde perfeita.”

Ivan também é o vegano por trás do canal “Pecado Vegano”, do YouTube, e apresentador do @canalvegflix. Ele afirma que a mudança para uma vida ativa fez com que tudo mudasse em sua vida, desde seu ânimo para o dia a dia até a saúde. “Não peguei uma gripe desde então. Meu desempenho em tarefas comuns é muito melhor hoje em dia, e até mesmo ter de caminhar longas distâncias não me aborrece mais.” “Não tenho nenhuma saudade [da vida sedentária]. Estou muito melhor hoje. Se há algum malefício nesse estilo de vida é o tempo (risos). Precisei ‘encaixar’ a corrida e tudo que gira em torno dela no meu dia. O que facilita isso é a decisão. Decidi que faria de manhã ao acordar e assim o faço. O resto a gente vai espremendo que cabe.” Os momentos de superação durante o processo foram os que mais marcaram Ivan. “A felicidade de me perceber mais forte do que eu mesmo acreditava ser é indescritível. Mas se eu preciso citar apenas um momento seria a primeira vez em que a endorfina bateu durante a corrida. No primeiro 5k. Nesse momento percebi que seria capaz de me tornar um corredor.”


Matéria que saiu no perfil @sonaendorfina do instagram

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